No texto "A Esfera Pública no Século XXI" Pierre Levy resalta a importância da democratização do acesso à informação, tanto no aspecto da produção de conteúdo quanto no obtenção de informação através de fontes variadas. Para essa democratização é imprescindível que as grandes coorporações (midiáticas ou não) percam seu poder de centralizador e regulador do conhecimento. Esse "projeto"de acesso irrestrito e não-mediado me lembrou de um conceito desenvolvido pelo escritor H.G Wells que ele chamou de "world brain" que pode ser definido resumidamente como a descrição da visão do autor de uma enciclopedia de caratér mundial, livre e permanente que daria aos cidadãos do mundo acesso a todo conhecimento que já foi ou será produzido. Essa visão de Wells parece ter motivado o projeto ambicioso do Google que pretende escanear e digitalizar todo os livros já publicados. O projeto, que foi recepcionado com o entusiasmo de algum e o ceticismo de outros, agora recebe uma poderosa crítica por parte do diretor Ben Lewis que, em seu documentário "Google and the World Brain", procura mostrar como a intenção do Google vai muito além das fronteiras do altruísmo, além de abordar as problemáticas implicações comerciais que o projeto pode ter. Segue abaixo o trailer (em inglês) do filme que estreou em 18 de Janeiro nos EUA e ainda não tem previsão para chegar ao Brasil.
domingo, 20 de janeiro de 2013
sábado, 22 de dezembro de 2012
Inclusão Digital
A discussão sobre inclusão digital realizada na última aula levantou discussões e reflexões importantes. Uma dos debates mais importantes, considerando o objetivo do nosso curso, foi sobre a especialização dos professores na utilização dos recursos tecnológicos. Obviamente, a inclusão digital não pode nem deve se encerrar na distribuição dos equipamentos. Uma "digitalização" da escola deve passar necessariamente por um aprendizado das potencialidades desses recursos materiais e de suas possibilidades de modificar o paradigma de atuação na sala de aula. Nesse sentido, fiquei feliz de saber que a Secretaria de Educação do Estado da Bahia está oferecendo um curso que segue exatamente nessa direção. O curso, parte integrante do acordo de encerramento da greve do ano passado, está sendo oferecido através de uma plataforma moodle e versa exatamente sobre a utilização de tecnologias na dinâmica da sala de aula. É um esforço para lá de mínimo e que, certamente, não encontra o melhor dos veículos visto que este curso de qualificação carrega um pouco do gosto amargo da dura negociação entre professores e Estado, mas pelo menos indica uma agenda de preocupação com um dos aspectos mais vitais na operacionalização da inclusão digital nas escolas públicas.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Pós-Modernidade
O vídeo que assistimo na última aula de Educação e Tecnologias Contemporâneas versa sobre a pós-modernidade. O vídeo segue os mesmos parâmetros estéticos do vídeo anterior com música de fundo,imagens sugestivas e frases que apresentam características e possibilidades da pós-modernidade. Assim como o vídeo sobre globalização, este, aparentemente, não tem a intenção de discorrer longamente sobre o tema, nem mesmo de apresentar definições mais conclusivas ou críticas possíveis. É mais um vídeo para instigar o espectador a "entrar na roda" da discussão e imergir no tema e, nesse sentido, é muito feliz. É uma pena, porém, que o vídeo não chegue a problematizar seu objeto de "pesquisa" visto que o próprio termo "pós-modernidade" carrega limitações e questionamentos que fomentam debates acalorados no palco dos saberes, principalmente no campo do estabelecimento de fronteiras entre o moderno e o pós-moderno.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Globalização e Multiculturalismo
O vídeo apresentado na última aula de Educação e Tecnologias Contemporâneas inspira reflexões e cuidados. Versando sobre a globalização e o multiculturalismo, o vídeo apresenta fortes imagens, acompanhadas de frases igualmente marcantes, para tentar definir os dois conceitos centrais. Obviamente, por se tratar de uma mídia que exige um acentuado dinamismo e simplificação, não se pode esperar que o vídeo levante todos os aspectos concernentes aos temas, mas é uma fagulha suficiente para levantar questionamentos e análises.
O vídeo inicia com a definição de globalização, apresentando traços como: diminuição de distâncias, acesso à informação e aumento da acessibilidade como características desse processo. Em seguida, porém, o vídeo nos apresenta a uma globalização "real" onde os frutos amargos da corrupção, violência e fome dão as cara. Para os autores do vídeo, uma globalização mais humana só é possível pelos viés do multiculturalismo, algo que ele define como sinônimo de diversidade cultural. É preciso que se lembre, porém, que, apesar de sociedades pluriculturais terem sido uma constante na história da humanidade, o multiculturalismo como o entendemos hoje só é possível graças ao processo de globalização. Somente a diminuição das distâncias, o esfacelamento das fronteiras e o acesso mais imediato à informação foram capazes de fazer as culturas, outrora confinadas a um determinado espaço geográfico, circularem. E esses são frutos (amargos ou não) de uma globalização para lá de real. Outro aspecto que promove a reflexão, no vídeo, é o fato da apresentação do multiculturalismo não estar acompanhada das reflexões sobre questões como identidade nacional e aspectos políticos que tornam o multiculturalismo viável ou não, além das disputas e conflitos que acompanham o processo de diversificação cultural. São questionamentos que não devemos perder de vista ao falar desses temas.
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